ser livro para viver incontáveis vezes

a gente prefere a cama quando chega no último estágio do amor

Chico, vamo fazê amor.

Ele tomou o último gole de café pra então me responder com aquele sorriso meio torto que dá pra ele cara de cafajeste. Desse cafajeste eu entendo bem, peguei ele pelos dedos, prendi aos meus e fomos caminhando pro quarto como se fosse a caminhada de quem está desfrutando a vista no beira-mar.

A gente prefere a cama quando chega no último estágio do amor. Já passamos da fase arrebatadora de paixão que deixa as pernas doloridas de tanto ficar aberta.

A cama também é boa porque combina com o fim de tarde alaranjado e preguiçoso que faz no quarto, com os raios mostrando as poeirinhas que a gente nunca consegue limpar. É bom também porque a gente aproveita e toma um pouco de vitamina enquanto se conecta.

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