fio condutor | março 2023

a tecnologia matou a magia

enquanto eu trabalhava nos ajustes desse novo site, assistia à uma animação e, ao mesmo tempo, pensava na volta da nossa newsletter. foi no meio disso tudo que deixei o tema que estava no rascunho de lado: algo mais interessante aparecera.

a animação que estava assistindo era Dois Irmãos: uma jornada fantástica, lançada pela Disney em 2020, no comecinho da pandemia.

talvez por isso a animação não tenha recebido o destaque merecido, mas acredito que essa é uma das histórias subestimadas da Disney.

para quem não assistiu ou faz tempo que viu,

Dois Irmãos se passa em mundo em que criaturas mágicas não dependem mais da magia para viver desde o advento da tecnologia.

porém, os dois irmãos recebem um cajado mágico que promete reviver seu falecido pai por um dia, então é hora de confiar em práticas antigas. o problema é que a mágica dá errado e eles tem um corpo sem cabeça andando com eles.

para resolver o problema, eles partem em uma jornada fantástica em busca de uma Gema da Fênix, para que possam completar o feitiço e ver seu pai antes que o tempo acabe.

por mais que o foco da história seja na jornada entre irmãos, há um viés interessante nesse universo: a tecnologia extinguiu a necessidade do uso da magia.

a ideia da animação é literal, fadas não usam mais as asas para voar, centauros usam seus carros para correr e uma mantícora administra uma taberna. e, ao mesmo tempo, também não é.

o que me faz pensar que, de certa forma, não foi exatamente isso que aconteceu no nosso mundo?

em diversos aspectos, é claro que o avanço da ciência e, em consequência, da tecnologia, levaram ao fim de doenças, melhorias de qualidade e expectativa de vida e tantas e tantas outras coisas.

por outro, nós não aproveitamos apenas o lado positivo da tecnologia. sobrecarga mental, dependência, poluição, consumo exacerbado, aumento da desigualdade. e esses são apenas alguns aspectos.

nesse processo, tanto positivo quanto negativo, questões relevantes sobre nossa relação com o mundo, as pessoas e com nós mesmos foram alteradas. e nem sempre de um jeito bom.

por isso, a morte da magia também representa, em certos níveis, a perda de conexão com o natural.

enquanto precisamos nos preocupar em passar menos tempo nas redes, com os efeitos da pandemia que são recalculados a todo o tempo, com pela deusa como assim mais uma rede social?, algoritmos e será que a inteligência artificial vai substituir tudo?, existe também uma busca por mais leveza no cotidiano, em ressignificar as coisas.

é uma busca pelo que nossas ancestrais viveram e também por conexão. às vezes nem sabemos exatamente com o quê, mas é certo que sentimos a falta.

com uma convicção que talvez seja exagerada, eu diria que é falta da magia.

em ver beleza nos pequenos detalhes, apreciar o entardecer e perceber as folhas se amarelarem com a proximidade do outono. é falta de se deslumbrar com a luz da lua cheia e conversar consigo mesma.

de um jeito ou de outro, essa também é a mensagem que encontramos em Dois Irmãos.

quantas vezes nós focamos tanto em objetivos, resultados, tarefas, boletos, grandes sonhos e nos esquecemos da magia que o viver cotidiano pode nos proporcionar?

eu sei que soa piegas e provavelmente você já ouviu algo parecido. mas a magia tem lá suas qualidades insubstituíveis, como permitir que vejamos menos o mundo como algo apartado de nós.

desde que comecei minha jornada bruxesca, por assim dizer, percebi o quanto a magia é muito mais sobre ouvir nossa própria voz interior. ainda que, é claro, a ideia de usar pó de fada e dizer abracadabra sejam tentadoras.

às vezes, o equilíbrio que buscamos está mais perto do que imaginamos: nos minutos silenciosos com o sol nascendo, com a chama da vela tremeluzindo, soprando canela todo dia primeiro ou recarregando nosso cristal à luz da lua.

se eu puder desejar algo a você, nesse ano que, como dizem alguns, finalmente começou depois do Carnaval, desejo um punhado a mais de magia.

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