tudo em todas as bibliotecas da meia-noite ao mesmo tempo
em março assisti a bastante coisa, mas o ponto alto foi, sem dúvidas, ver o queridinho do Oscar 2023: Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo.
fui assistir sem grandes expectativas, sem saber bem do que se tratava e acabei me deparando com uma história bela, trágica, cômica e profunda.
ainda que o filme fale sobre a existência de um multiverso com infinitas versões nossas vivendo suas vidas e escolhas concomitantemente, uma das maravilhas é que, em meio à tanto caos da ficção científica, o filme não poderia entregar uma história tão avassaladoramente real.
tudo graças às personagens bem construídas, o enredo bem trabalhado e às interpretações que tiraram o Oscar – um pouquinho – da sua zona de conforto.
o casal principal ganhou meu coração em todas as suas versões e a complexidade do multiverso, nessa história, me levou a entender que ela não é nada mais do que a própria complexidade que existe em cada um de nós.
toda essa ideia de possibilidades e de vivermos nossas mil vidas e escolhas ao mesmo tempo, enquanto cada mínima decisão que tomamos na vida cria uma nova possibilidade surgida no multiverso, não poderia me levar a nada menos que uma das minhas leituras favoritas da vida: A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig.
o livro foi leitura coletiva aberta do clube em dezembro de 2021 e conta a história de Nora Seed, que aos 35 anos se arrepende das escolhas que fez na vida e, depois de um amontoado de acontecimentos, decide tirar a própria vida.
Nora então vai parar na Biblioteca da Meia-Noite, um lugar entre a vida e a morte que permite que ela conheça todas as vidas que ela poderia ter vivido.
podemos pensar na Biblioteca como uma espécie de limbo ou até um devaneio temporário de Nora, mas também podemos vê-lo como uma porta para seu multiverso particular.
o que esses multiversos particulares nos mostram, tanto em Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo, quanto em A Biblioteca da Meia-Noite, é a irresistível, tentadora e perigosa possibilidade do e se.
e se eu tivesse escolhido outro curso, insistido mais naquale projeto, mudado de emprego, terminado aquele relacionamento antes, viajado daquela vez, feito essa tarefa antes, ligado ao invés de esperar que me ligassem?
as possibilidades são infinitas, tal qual o próprio conceito do multiverso. logo, o que nos atormenta na ideia do e se são as muitas possibilidades perdidas, a ideia de viver mais, melhor, ser mais feliz, quando não sabemos ao certo aonde cada pequena escolha nos levará.
o e se pode ser maravilhoso se olharmos adiante, como uma ideia de tentar e ver o que dá, o que alcançamos e se é um trajeto que desejamos experimentar. claro que em proporções equilibradas, porque não dá para viver no futuro sem construir e trabalhar no presente.
mas o e se costuma ser também perigoso quando ele nos leva apenas a olhar para trás: dos erros aos acertos, das escolhas aos fatos que não controlamos. é tentador viajar nessas ideias porque elas parecem criar um caminho florido e perfumado que seguiu o que nós desejamos hoje, do passado, mas nem sempre o que desejávamos no ontem.
o perigo real do e se é acreditar que sempre haverá uma versão nossa no multiverso que merece mais, trabalhou mais e criou exatamente o que essa versão nossa mais anseia. é fácil se esquecer que ela não sou eu, que ela não é você. que, por um milésimo de diferença, não somos a mesma. e nem sempre o que funciona para ela, a nossa versão do multiverso, vai funcionar para essa que te escreve.
pode até ser um pouco egocêntrico ver as coisas dessa maneira, mas se pensarmos de um jeito mais Waymond Wang de viver a vida, o otimismo e a bondade são armas poderosas para enfrentar as adversidades do mundo em que vivemos, seja lá em qual multiverso estivermos.
e, se tem uma ideia que podemos tirar do filme e do livro é exatamente essa, a de construir, mudar e aprimorar a nossa realidade e não viver apenas no e se.
esse papo tem tudo a ver com a carta NOSTALGIA, que saiu no oráculo que tirei ontem e postei nos stories da @bibliotecadaretipatia e adoro como o universo às vezes no manda uma mensagem que se conecta ao nosso fluxo de pensamento atual (quem sabe não vieram de alguma parte do multiverso?).
A cada segundo de cada dia a gente entra num novo universo. E a gente passa tanto tempo desejando que a vida fosse diferente, se comparando com outras pessoas e com outras versões de nós mesmos, quando, na verdade, a maioria das vidas contém um certo grau de coisas boas e um certo grau de coisas ruins. A Biblioteca da Meia-Noite
séries recomendadas



mês passado maratonei todos os filmes e séries da Marvel antes de assistir a Homem Formiga e a Vespa: Quantumania no cinema. para quem ainda não assistiu tudo desse universo megalomaníaco, trouxe minhas três favoritas:
Loki
sou fã descarada do personagem (e do ator) e adorei as viagens na maionese que o multiverso proporciona nessa história (e acho super relevante assistir antes de Quantumania, inclusive).
Cavaleiro da Lua
que surpresa maravilhosa essa série, é divertida na medida, enredo muito bom e amei demais o personagem principal.
Mulher-Hulk
preciso confessar que não dava nada por essa série, mas a protagonista me conquistou de um jeito sem igual! adoro como os temas atuais foram colocados em pauta, o tom cômico e a quebra da quarta parede.
mini cozy box de arraial
criei uma versão mini da cozy box com tema de arraial, para te entregar uma caixinha aconchegante e repleta de delícias que remetem à festa junina. as vendas vão até o dia 30/04!
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abril é o mês de aniversário do Coletivo e, por isso, teremos nossa primeira sessão pipoca, mimos e desafios para você rechear sua carteira de valorem. acompanhe o Insta e o Telegram para ficar por dentro de tudo!
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empório reabastecido & preços mais baixos
o estoque do Empório foi abastecido com muitos livros, mimos de papelaria e coisinhas legais. eee os valores dos itens abaixaram (agradeça minha irmã ahaha)
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