
Boas-vindas ao mês de agosto com nossa newsletter repleta do que a gente ama: vinho e literatura! Quero dizer, literatura e os tópicos mais pedidos de acordo com a pesquisa do DataColetivo:
- Playlist do Mês: Candlelight Taylor Swift
- Texto do Mês: Vinho, literatura e as coisas que nos convencem de serem as melhores das melhores
Fofocas & PolêmicasTrend Topics do Universo Literário- Datas Comemorativas de Agosto (comentadas)
- Lançamentos de Agosto (mais aguardados pela Grã-Rainha)
Playlist do Mês: Candlelight Taylor Swift
O concerto Candlelight fará uma apresentação em tributo a Taylor Swift e uma das apresentações aqui em Beagá acontecerá no fim de setembro (e estou felicíssima porque poderei assistir).
Além de transformar as músicas da Taylor em versões clássicas, o espetáculo é todo iluminado por centenas de velas de LED para deixar o clima muito aconchegante, do jeitinho que eu amo.
O show interpretará 12 músicas da Taylor e, por isso, criei uma playlist para entrar no clima. Coloquei ela logo abaixo para quem quiser ouvir enquanto lê a newsletter ou seguir pelo Spotify:
Vinho, literatura e as coisas que tentam nos convencer de serem as melhores das melhores
A ideia para esse texto está anotada há muitos e meses, desde o ano passado, quando estive em Gramado e visitei duas vinícolas.
A primeira delas, chamada Adega Chesini, é um negócio de menor porte, gerido pela mesma família desde sua criação, em 1960, mas com uma história que data da década de 1930, com criação de vinhos para a família.
Preciso fazer um adendo e dizer que eu me apaixonei pelo trabalho da Adega Chesini e alguns dos vinhos que conheci lá já comprei em outras ocasiões porque são excelentes e tem opções mais acessíveis.
Minha recomendação para que gosta e quiser conhecer é a linha Le Ragazze, especialmente o vinho rosé Isabel, que se tornou meu favorito. Ah, o site que linkei é recomendado pela Adega Chesini e é confiável, já comprei por ele.
Vinho bom é aquele que te agrada o paladar
A ideia de viver do vinho, da sua criação sempre me despertou a curiosidade, já que é o tipo de negócio que é sempre associado a algo que extrapola a necessidade do comércio, que nasce da paixão pelo vinho, pelo processo.
E é interessante como não costumamos associar essa necessária paixão em outras áreas do comércio ou de trabalho de modo geral. Mas também esse é um papo para outra hora…
O que me chamou a atenção nesse passeio é o fato de deixarem bem claro que as tais famigeradas regras sobre vinhos são, digamos assim, opcionais. Ainda que seu discurso possa ser pautado na questão financeira, afinal, querem vender, tem seu lado positivo.
Primeiro porque vinho bom é o que agrada o seu paladar e, segundo, na nossa realidade de país tropical dizer que beber vinho apenas à temperatura ambiente é o correto, é estapafúrdio.
São regras que se houve falar para todos os cantos e que pessoalmente nunca me afligiram, mas imagino como deve ser para quem convive com amantes, fãs e pessoas mais engajadas do nicho.
Meu paladar, por exemplo, não é de vinho seco. E mesmo que me falem de qualidade e sei lá mais o quê do processo de fabricação, ele não vai mudar por isso.
Quem sabe se eu estiver aberta a experimentar, mas isso também não traz garantias de que vou me adaptar, mudar ou passar a gostar, né!?
O mais provável é me imaginar idosa, lendo livro atrasado do clube e bebendo uma taça de rosé enquanto faço anotações para reclamar dos personagens durante o debate.
Ou seja, é claro que toda essa ideia sobre vinho me levou exatamente para ela, a nossa amada literatura!
o jeito certo pro vinho e pra literatura
Quando o assunto é a literatura, é como no meio do vinho: tem o jeito certo de beber, os melhores e piores, o que merece seu tempo ou não e por aí vai… E tudo independente do seu paladar, é claro.
Daí trocando em miúdos a gente tem o jeito certo de ler, os que são merecedores de serem lidos e tudo independente do seu paladar de leitora.
É um debate não novo, mas nunca ultrapassado (infelizmente), sobre preferências e hábitos de leitura. Porque ser leitor para muitos vem acompanhado de tipo, quantidade e “qualidade” de leitura, sempre medidos pela régua do outro que se resumo em dois pontos: fama (provavelmente norte-europeu ou americano, no máximo) e data de lançamento (velho mesmo). Se for calhamaço, nossa! Os pelos até arrepiam na nuca!
Mas principal problema nesse rolê é que visões assim são elitistas, puristas e deixam de lado o principal ponto que contribui para o hábito de leitura se manter vivo: o prazer.
sobre beber literatura e ler o vinho que agrada nossa paladar: dá pra ter de tudo sim
Os livros clássicos são colocados como os vinhos secos de safras especialíssimas e os outros gêneros se digladiam nas outras posições, com alguns levando vantagem sobre os outros.
Nessa classificação, o nosso paladar literário pouco interessa, porque quem lê, em tese, não tem muita capacidade opinativa; quem lê é leitor, não é crítico literário, afinal. [Insira aqui um revirar de olhos]
Confesso que gosto mais dos clássicos hoje do que gostava na adolescência quando precisei ler para a escola. Apesar de gostar de alguns, me lembro que sempre senti um abismo na forma com que me eram apresentados. O que também é um papo para outro dia e que não se resume à minha insatisfação pessoal.
O detalhe disso tudo é que leitura é algo tão nosso, e tão pessoal, que é impossível ela não partir das nossas particularidades, gostos e momento de vida.
Partindo das nossas singularidades – afinal, um livro só ganha vida quando é lido -, é importante entender o papel do livro para além de gêneros em um país que ainda lê tão pouco e no qual os valores não são acessíveis para grande maioria.
o vinho seco da literatura: livro clássico
É por isso que defendo sim a leitura dos clássicos, mas não as defendo enquanto literatura superior. Os defendo como forma de prazer antes de mais nada e, em segundo lugar, como forma de experienciar nosso passado.
Não por serem o vinho seco da safra mais especial, porque, especialmente em termos de literatura, o mais provável é que isso seja só mais um discurso elitista. Porque melhor, é algo que sempre vai depender da régua pessoal de cada um.
E também, é claro que esses pitacos estão longe de passar por todas as ideias e lados importantes desse debate, isso foi, digamos assim, o ponto de partida.
Se você quiser papear sobre isso, trocar ideia, deixe seu comentário aqui na news, ou me chame para um bate-papo regrado a muita literatura e vinho!
Fofocas & Polêmicas Trend Topics do Universo Literário

Inaugurando oficialmente nossa aba da fofoca, digo, de tópicos em alta no nicho literário, trouxe um dos debates que trouxe o foco para a Editora Novo Século nas últimas semanas: o uso de inteligência artificial em uma edição de Alice no País das Maravilhas (foto acima).
Mas vamos entender o que é que aconteceu: a primeira publicação no Instagram da Nova Século é do dia 16 de junho e é no formato de reels, já mostrando detalhes da “edição “Edição de Luxo de ‘Alice no País das Maravilhas’ & ‘Através do Espelho’.”, como indica a legenda.
O post é esse aqui e, tanto nele quanto em outros da Editora sobre o livro, estão presentes diversos comentários revoltados pelo uso da inteligência artificial na produção do livro, tanto quanto como venda de uma edição de luxo.
Aqui fica o adendo de que vi pessoas reclamando que a editora deletou vários comentários e também bloqueou vários usuários que estavam comentando nas postagens.
Mas por que esse debate é tão importante?
O debate sobre IA ganhou mais destaque recentemente por causa dos avanços tecnológicos que trouxeram ferramentas como o ChatGPT e o DALL-E.
O foco da discussão está, especialmente em se tratando de ferramentas que criam imagens, no fato de que a IA não é capaz de criar nada novo, do zero, mas apenas copiar um sem fim de conteúdos da internet.
Assim, ela copia o estilo de várias pessoas, de várias referências que encontra online e o resultado entregue é uma miscelânea de tudo isso. Ou seja, onde entram os direitos autorais de tudo que é copiado?
É um caminho mais fácil e menos oneroso para as empresas, mas isso não significa que é ético, ainda mais considerando que tudo no momento é uma terra sem lei. Afinal, ainda não há legislação no Brasil que regule essa questão em específico e a de direitos autorais é insuficiente nesse aspecto.
Vale lembrar também o posicionamento da Novo Século, que basicamente disse que as pessoas que reclamaram eram retrógradas e estavam assustadas diante do novo. Ou seja, não houve nenhum tipo de retratação ou mudança do posicionamento.
Mas fato é que a pré-venda que começou em julho está esgotada na Amazon. Além disso, em 07 de agosto, o livro ainda estava na lista de mais vendidos em lançamentos e pré-venda da Amazon.
Para quem não sabe, esse não é o primeiro caso de uso de inteligência artificial para ilustração de um livro.
O Clube de Literatura Clássica lançou Frankenstein em 2022, referenciado como “o primeiro livro do mundo inteiramente ilustrado por inteligência artificial” (não vou linkar porque não merece a ajuda no algoritmo).
Por aqui, a gente segue na espera por legislação, enquanto cria novos filtros na hora de colocar um livro na nossa estante.
Datas Comemorativas de Agosto (comentadas)
Se tem uma parte da news que eu não imagina o tanto que vocês gostavam, é essa, a de datas comemorativas do mês.
Então, como a voz das coletivers é a voz da razão, reuni algumas datas junto a comentários que variam entre relevantes, de relevância duvidosa e até mesmo total irrelevância.
06. Dia Interamericano do Escotista
Desde que pesquisei para roteirizar um podcast sobre o Caso Marco Aurélio, um escoteiro que desapareceu no Pico dos Marins em 1985, sempre que vejo a palavra escoteiro, me lembro dessa história. Se você gosta de true crime, é um caso que vale conhecer (sim, joga no Google e lê ou ouve o que te apetecer).
09. Dia Internacional dos Povos Indígenas
Conheço muito pouco da literatura indígena e acho que é um bom lembrete pra conhecer mais. Por isso, trouxe duas fantasias que estão na lista de desejos e que tem chance de agradar às coletivers.
Clicando na imagem, você pode conferir infos do livro na Amazon e, Um Toque de Escuridão, está disponível pelo Kindle Unlimited também:


13. Dia dos Pais
Domingo pede cachimbo e é Dia dos Pais, mas honestamente, não tenho muito a comentar e não estava no mood do clichê x livros com papais incríveis.
27. Dia do Psicólogo
Lembre-se de parabenizar o seu/sua, porque não é fácil lidar com os próprios problemas e também com o dos outros. É preciso muita garra e perseverança e autocontrole (e nçao tenho nada dessas coisas).
Parabéns, eu não aguentaria dois minutos ouvindo as abobrinhas que eu falo nas sessões sem mandar eu tomar tento e vergonha na cara.
19. Dia Mundial da Fotografia
Amo a arte da fotografia, e um dia ainda terei uma câmera e farei um curso de fotografia. Por isso, fica aqui registrada essa informação que não fará nada pela sua vida no dia de hoje (nem no de amanhã).
22 Dia do Folclore
Outro tópico que eu gostaria de ler e conhecer mais é sobre o folclore brasileiro. Com isso, acabei me lembrando de uma trilogia de livros nacionais que são inspirados no universo do folclore e são bem avaliados:



30. Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla
Nesta data sempre vou lembrar e panfletar o livro De Repente Esclerosei, da Marina Mafra:

Lançamentos de Agosto (mais aguardados pela Grã-Rainha)
Selecionei alguns lançamentos de agosto e que entraram na minha lista de desejos tão logo botei os olhos, para você desejar também:




- Amorzinho de Débora Gil Pantaleão, pela Quintal Edições (cupom RETIPATIA10 no site da Quintal);
- Inverno da Alma, de Katherine May, da DarkSide Books | Amazon;
- Bem-vindos à Livraria Hyunam-Dong de Hwang Bo-Reum, pela Intrínseca | Amazon;
- Vespertine de Margareth Rogerson pela Literalize (cupom RETIPATIA no site da Literalize):
p.s.: Vespertine ainda não tem data divulgada pela Ed. Literalize, mas confirmaram que será em agosto.
Por fim, mas não menos importante, você pode conferir mais edições do Fio Condutor aqui. E deixo o lembrete para você assinar o blog do clube para receber novas postagens no seu e-mail:
Um agosto leve e inspirador, regrado a vinho e literatura bem do jeitinho que seu paladar preferir, coletiver!
Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Cora Coralina
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