fio condutor | maio 2024

Fio Condutor de Maio com texto tema falando sobre preconceito literário, a imagem mostra a ilustração digital de um livro aberto, com luzes amareladas o rodeando.

O quanto nosso preconceito literário interfere em nossas leituras?

Já teve algum livro que você leu meio a contragosto, esperando detestar e a leitura se mostrou surpreendente? Alguma reviravolta que te fez contestar seu preconceito literário?

A última surpresa que parecia estar fora da minha zona de conforto foi Divinos Rivais. Sim, eu amo fantasia, mas no geral, não tenho paciência para tramas que são focadas no desenvolvimento do arco romântico.

Nesse caso, para quem já leu, sabe que se tem uma coisa que não dá para negar é isso: a fantasia em Divinos Rivais é secundária, o foco é no romance, mas mesmo assim amei a leitura.

E, se eu tivesse reduzido minha escolha de leitura pelo fato de que o livro foca no romance, teria perdido uma história apaixonante, que terminei enlouquecida pela continuação.

Ou, em outras palavras, se eu tivesse deixado meu preconceito literário com as tais romantasias falar mais alto, eu teria perdido uma história que realmente falou comigo.

Acredito que isso acontece especialmente porque, a ideia de sair da zona de conforto na hora de ler pode até ser tentadora e fácil de cumprir, mas superar certos preconceitos, não.

Esse fator unido à rotulação exacerbada dos livros que se fortaleceu com a era do TikTok, também é um fator relevante (e influente).

Coloque enemies to lovers, ou o ainda mais específico, rivals to lovers no “rótulo” de um livro e você verá uma galera correndo na direção oposta, e outra correndo para comprar.

Ainda que sim, o livro possa conter esse tipo de classificação, ou como chamam, esse trope especificado, resumi-lo a isso é injusto e simplista.

Trabalhamos com exemplos, claro

Dia desses vi um vídeo em que uma garota discursava que o livro deveria vir com especificações mais claras, quase uma bula, dizendo contém final feliz, contém cenas hot de determinado tipo, contém fantasia de tal tipo, personagens assim e assado, quais tropes são exploradas.

Segundo ela, desse jeito ela não perderia tempo com livros que ela não vai gostar.

Antes de dizer o óbvio, porque nem todas as especificações do mundo são capazes de garantir que alguém vai gostar de um determinado livro, existem outros detalhes que podemos pensar.

Ler é sobre prazer, mas não apenas…

Sei que ler é sobre prazer, mas será que isso não é reflexo de novas gerações que pensam a literatura a seu serviço apenas? Será que não estamos resumindo e especificando tanto porque a gente não está aceitando um pingo de descontentamento nessa vida, mesmo que seja com um livro que não se encaixa no nosso padrão de gostar?

Mais do que isso, onde entra espaço para experimentar o novo, para sair da zona de conforto, para se surpreender, até para odiar uma leitura? E, dentro disso, abrir positivamente espaço para a diversidade e representação que muitos formatos literários ainda carecem.

Afinal, onde que entra o espaço para explorar, desenvolver o senso crítico de leitor se tudo já vir com a posologia exata do nosso gosto, timtim por timtim?

Convenhamos, Caraval tinha todos os elementos para que eu amasse e simplesmente não aconteceu. Não é porque a fórmula não foi seguida e os tropes prometidos não estavam lá, foram por muitos fatores que não estavam nem estariam descritos em rótulos pré-fabricados.

É como se os preconceitos do que não gostamos precisassem ser solucionados com simples indicações de tropes e plots. Como se fosse tão simples assim resumir uma história a um único elemento que a compõe.

Não é, e particularmente, ainda que levemos em conta romances comerciais, como costumam chamar, nem eles podem ser tão espremidos e resumidos assim.

Indicativos, motivos para entender o mínimo do que se esperar da história? Tudo bem. A sinopse inclusive tem esse papel primordial.

Mas para alguém que gosta tanto de expectativas e surpresas nas páginas que não costuma nem ler a sinopse (eu mesma), é impossível não ver esses rótulos como simplistas demais, redutores demais e rasos demais.

Sucesso do TikTok, né!? 👀

Ninguém vai me convencer a ler um livro simplesmente ao descrevê-lo como sucesso no TikTok, friends to lovers ou só tem uma cama.

Preciso de mais, preciso das camadas que as páginas escondem. Assim, é bem provável que eu continue deixando que meu preconceito literário faça um enorme bico toda vez que vê o selo Sucesso no TikTok. Porque se podem julgar pelo trope, eu também posso julgar esses rótulos.

Preconceito literário à parte, nunca gostei de ler resumos de livros.

Nosso mês de Maio no Coletivo

Nosso mês de maio chegou repleto de ideias, leituras e encontros de bate-papo. A seguir você encontra o nosso resumo com datas, leituras do mês e um spoiler para o mês de junho!

Calendário do mês de maio ilustrando a Fio Condutor do mês, com texto tema sobre preconceito literário.

Leituras Coletivas de Maio

Nossas leituras de maio estão bem na vibe fantasia, com Noiva de Ali Hazelwood e a continuação de Divinos Rivais: Promessas Cruéis, de Rebecca Ross.

Caso você não tenha algum dos livros, pode consultar nossa listinha de livros na Amazon bem aqui (link comissionado da Grã-Rainha).

Datas dos Debates das Leituras de Abril

Os livros que iremos debater nesse mês de maio, são nossas últimas leituras:

05, domingo: bate-papo sobre Pinóquio e Lendário

19, domingo: bate-papo de Amêndoas

26, domingo: bate-papo de Quarta Asa

Desafios de Leitura de Maio

Imagem de ilustração em aquarela de livros empilhados, representando os Desafios e Leitura de Maio, na newsletter Fio Condutor, com tema preconceito literário.

Maio também trouxe consigo novos desafios de leitura, que são formas de você ganhar mais poções para sua Casa com livros que nem sempre estão no repertório de leituras do clube.

Lembrando que, para valer, você precisa compartilhar no stories do Instagram, marcando o @coletivodaretipatia, o template do mês, ok! Você encontra a arte para printar nos destaques do perfil do Coletivo no Insta também.

Sem mais delongas, os desafios de maio são:

  1. Um livro encalhado;
  2. Clássico da literatura brasileira;
  3. Um livro nacional contemporâneo;
  4. Livro com temática da maternidade;
  5. Um livro com casamento no título ou enredo;
  6. Um livro abandonado ou pausado.

Campeonato das Casas

É, parece que alguém está ressurgindo das cinzas com força total: o mês de março deu um salto nas pontuações de uma das Casas e você pode conferir o raking atualizado bem aqui!

Empório Coletivo

Imagem de livro aberto em destaque da Fio Condutor de Maio que fala sobre preconceito literário.

Assim como o ranking do Campeonato das Casas foi atualizado, o saldo de valorem nas suas carteiras, também!

Esses valores podem ser utilizados no Empório Coletivo para resgatar os kits de livros e mimos literários e até novas poções para sua Casa. Para conferir sua carteira, é só clicar aqui e, para conferir o estoque o Empório, clica aqui, coletiver!

Spoiler de Yule

Em celebração ao Solstício de Inverno o Coletivo terá um evento especial com uma maratona aconchegante, muitas poções, leituras temáticas, sprints de leitura e surpresas que ainda serão relevadas!

Obrigada por ler até o fim, coletiver! Qualquer dúvida, você pode deixar seu comentário, enviar uma coruja, mensagem no Telegram ou um direct para a Grã-Rainha.

deixe seu comentário, coletiver!

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