A entrevista com a autora Juliet Marillier nos leva até O Segredo de Cybele, livro que faz parte do universo de Wildwood Dancing, a premiada obra intitulada de A Dança da Floresta no Brasil. Enquanto A Dança da Floresta nos leva até a Transilvânia, as personagens de O Segredo de Cybele nos fazem viajar pelo globo até Istambul, onde uma das irmãs de Jena, protagonista do primeiro livro, fará sua própria jornada. É importante deixar claro, contudo, que O Segredo de Cybele não é uma continuação d’A Dança na Floresta e sim um spin off, que tem Paula, irmã de Jena, como figura central. Ainda assim, a história começa de onde o primeiro livro desse universo nos deixou. A história chegou ao Brasil em 2009, numa publicação de Editora Prumo, mas que, infelizmente, está esgotada há anos. Apesar disso, estamos na torcida para que a Editora Wish, que trouxe A Dança da Floresta em uma edição primorosa e ilustrada, relance também este projeto. A seguir, você pode conferir a sinopse e dados de O Segredo de Cybele: Entrevista com a autora de O Segredo de Cybele, Juliet Marillier A entrevista com a autora Juliet Marillier é da época do anúncio do lançamento do livro, em setembro 2008. E, para ler a entrevista de A Dança da Floresta, clique aqui. Qual é a primissa do seu novo livro? JM: O Segredo de Cybele tem elementos de mistério, aventura, romance e suspense, além da minha habitual mistura de história e fantasia. É uma história sobre o amadurecimento da narradora, Paula. Ela e seus companheiros de aventura enfrentam alguns desafios extraordinários e aprendem lições de vida – a de Paula tem a ver com a natureza da verdadeira sabedoria. Isso porque ela é uma garota estudiosa que acredita que pode encontrar as respostas para a maior parte dos problemas nos livros. O que você gostaria que as pessoas soubessem sobre a história em si? JM: Esta é uma história complementar à de A Dança da Floresta e não uma sequência, e se passa na Turquia otomana. Paula, de dezessete anos, e seu pai Teodor, um mercador, navegam para Istambul para comprar um artefato religioso raro, o Presente de Cybele. Porém, isso acaba sendo um empreendimento nada comum, e eles se encontram em um perigo mortal. Não são apenas compradores que precisam temer, mas forças mais sinistras. Sob o patronado de uma rica estudiosa grega, Irene, Paula descobre uma trilha de pistas intrigantes. Fica claro que forças do misterioso Outro Reino estão atrás dela, e que quem está dando as pistas para encontrá-la é sua irmã desaparecida, Tati. Rodeada por seu guarda-costas, Stoyan, um jovem com seus próprios segredos, Paula decide resolver o mistério. Complicando a situação, está o carismático capitão pirata Duarte, que parece ter um dedo em cada torta. Uma perseguição intrépida em alto mar e por terra mostra Paula e seus companheiros passando por provações e testes além de qualquer coisa que poderiam imaginar, aprendendo lições de sabedoria, confiança e amor. O que seus personagens precisam superar nessa história? Que desafio você coloca diante deles? JM: Existem desafios mentais, como quebra-cabeças e enigmas – e nem sempre a estudiosa Paula é a melhor nesses desafios. Existem desafios físicos extremos também. Nessa história incluí muitos dos meus piores medos, como cruzar pontes suspensas frágeis, rastejar por túneis estreitos e ficar bem fundo no subsolo sem luz. Além disso, muitos dos personagens principais precisam encarar desafios psicológicos. Cada um deve reavaliar seus pontos fortes e fracos e reconhecer seus erros de julgamento do passado. Quais desafios únicos isso representou para você? Houve algum? JM: No clima internacional atual, provavelmente existe risco em alguém com uma origem anglo-céltica escrever um romance ambientado em um país predominantemente muçulmano – O Segredo de Cybele se passa em Istambul sob o domínio turco, mas em uma época em que o comércio internacional fluía pelo porto e a cidade era lar de uma variedade de línguas e culturas. Pesquisei muito sobre práticas religiosas e costumes, e conversei com pessoas em Istambul para tentar captar corretamente esse aspecto no livro. Meus personagens centrais incluem pessoas com diversas religiões e etnias, e eu espero ter sido imparcial no modo como os mostrei. Foi incrível viajar para a Turquia para fazer pesquisas para o livro – apenas passear por uma história tão rica era impressionante. Eu tirei centenas de fotos de pequenos pedaços de cerâmica, páginas de livros antigos, azulejos com padrões intrincados, prédios em ruínas, gatos de rua e assim em diante. Não há uma foto turística entre essas. Tem alguns cachorros de rua tristes ali e eu gostaria de ter levado um ou dois para casa comigo na Austrália. Qual foi o aspecto mais gratificante de ter escrito este livro? Enfrentar um cenário completamente novo, no qual precisei aprender sobre uma cultura que não era familiar. Escrever uma história com elementos de mistério, ao invés de uma fantasia histórica diretamente. Por último, mas não menos importante, o maravilhoso feedback dos leitores (as edições australina e britânica do livro estão esgotadas há algum tempo). Tanto leitores jovens quanto adultos amaram o livro. Muito dos meus e-mails recentes foram de jovens leitores perguntando se estou planejando um terceiro volume para essa série. Ainda não posso responder, é uma das várias possibilidades futuras. Mas eu dou ouvidos aos meus leitores. Por fim, você pode conhecer mais sobre o livro na resenha e, para participar do clube, conheça aqui as modalidades! A entrevista com Juliet Marillier é do site Writer Unboxed, que autorizou sua tradução, bem como a publicação no blog do Coletivo da Retipatia.
Guia Jane Austen: livros, biografia e porque ler!
Ler todos os livros de Jane Austen é, sem dúvidas, uma das metas de leitura desse clube e a maior prova é o fato de que a maior parte deles já ganhou leitura coletiva por aqui. Como boa fã de Austen, assim como muitas coletivers, amo imergir mais e mais na sua história e legado. Por isso, aos 206 anos da data de sua morte, nada melhor do que lembrar e conhecer mais sobre quem foi Jane, as obras que escreveu, tanto completas quanto inacabadas e, por último, mas não menos importante, motivos para conhecer essa imortal da literatura inglesa.
Entrevista com Juliet Marillier sobre A Dança da Floresta
A Dança da Floresta é a encantadora e premiada fantasia inspirada em contos de fadas e no universo gótico da Transilvânia. Conhecer mais desse universo é um deleite e, por isso, nada melhor do que uma entrevista com a autora, Juliet Marillier, para realizar esse desejo. A história vem encantando leitores desde que chegou ao Brasil em sua primeira edição, em 2008, pela Editora Prumo, mas está esgotada há anos. A edição que mostro no post é em capa dura, de luxo e ilustrada e publicada pela Editora Wish em 2021. Porém, se você ainda não conhece a história que fez parte das leituras conjuntas do Coletivo, confira a sinopse de A Dança da Floresta a seguir: Aliás, se você ainda não tem essa edição belíssima em sua coleção, o exemplar na Loja da Editora Wish tem desconto com o cupom RETIPATIA5.
13 fantasias de volume único que já lemos no clube
Se você está cansada de começar uma leitura e se deparar com uma saga infinita por vir, saiba que existem livros de fantasia em volume único incríveis que podem conquistar seu coração. Aqui no coletivo as fantasias têm um lugar especial e por isso já lemos muitas e muitas ao longo da jornada no clube. Todos dessa lista já foram lidos pelo Coletivo, seja em leituras abertas ao público ou para os membros apoiadores. Por isso, aqui você vai encontrar fantasias em volume único com diferentes estilos, tem alta e baixa fantasia, romance, terror, bruxaria e muito mais. Siga a leitura e anote as dicas!
fio condutor | julho 2023
era uma vez um gênio e nosso conceito de felicidade Recentemente assisti ao filme Era Uma Vez Um Gênio de George Miller e que conta com Idris Elba e Tilda Swinton no elenco. A história nos leva à uma aventura que se passa na linha tênue entre realismo mágico e fantasia. Cheguei a recomendar o filme no nosso grupinho VIP do Telegram, mas acho que vale trazer algumas reflexões que a história despertou em mim.
novidades 2023: vem fazer parte do Coletivo!
para quem chegou agora, aqui você vai entender tudo sobre como fazer parte do clube do livro. e claro, para quem já faz parte, é o lugar certo para tirar suas dúvidas sobre as mudanças de 2023! como fazer parte do clube do livro? o Coletivo é um clube do livro em que os membros podem participar das leituras coletivas e das atividades do nosso Universo Coletivo e existem quatro modalidades de participação no clube: booklover: gratuito aqui você participa das leituras coletivas, tem acesso ao grupo de debate e bate-papo no Telegram e a alguns conteúdos do Universo Coletivo, bem como participa do Campeonato das Casas. bookaholic: $6 mensais aqui você tem os benefícios do booklover bem como tem acesso aos melhores amigos no Insta do clube e ao grupinho vip do Telegram. bookworm: $16 mensais nessa modalidade você tem todos os benefícios do bookaholic + acesso à área exclusiva do site (com login e senha), recebe uma carta de boas-vindas da sua Casa do Coletivo e pode resgatar mimos no Empório com frete pago à parte, além de participar de sorteios esporádicos. bookaddicted: $26 mensais na versão bookaddicted você tem todos os benefícios do bookworm assim como 1 (um) frete grátis bimestral para resgates no Empório (o frete não é cumulativo e é válido para assinaturas em meses consecutivos). como faço parte do clube do livro nas modalidades por assinatura? as modalidades pagas (bookaholic, bookworm e bookaddicted), são possibilidades de fazer parte do clube com benefícios especiais e aprofundar no Universo Coletivo. além disso, essa é também uma forma de apoiar o trabalho da Rê como criadora. as assinaturas são de cobrança mensal e automática, e sua realização implica a concordância com os Termos & Condições do Coletivo (não há taxa de cancelamento). o sistema de pagamento recorrente é feito através do Mercado Pago, garantindo a segurança dos seus dados assim como facilitando os métodos de pagamento, que incluem: cartão de crédito, boleto bancário, PIX e saldo do Mercado Pago. o que é o universo coletivo? o Universo Coletivo é uma forma de trazer para o nosso mundo as maravilhas que encontramos nas páginas dos livros. por isso, por aqui nós temos um Colégio de Ciências Ordinárias em Lições, Efeitos e Técnicas Instrumentais e Visionárias do Ocultismo. ou, simplesmente, o Colégio Coletivo, onde lições são ensinadas e magia é feita diariamente. temos também no nosso universo quatro Casas nas quais os membros são selecionados através de um teste indolor na nada vexatório como um chapéu te julgando na frente da escola toda: e claro, anualmente nós celebramos o Campeonato das Casas para descobrir qual delas ganhará a glória eterna! além disso, temos histórias escritas pela Grã-Rainha em vários formatos: desde o Folhetim Fantástico, com notícias do mundo mágico até contos do nosso universo. como participo do campeonato e ganho poções? o Campeonato pontua os participantes por suas ações no clube: desde a presença num debate de leitura coletiva até as respostas certas no quiz que rola nesses debates (siiim, tem quiz no bate-papo literário). você também pode ganhar pontuação interagindo no Instagram do Clube e participando dos desafios que são postados por lá. a pontuação é concedida através das Poções do Coletivo, que são elementos mágicos que garantem uma quantidade de níveis para sua Casa. assim, por exemplo, ao ganhar uma Poção Tudo Verde, sua Casa recebe 50 níveis! arraiá coletivo: especial do mês de julho! no mês de julho vamos celebrar um arraiá tardio com desafios diários criados para nos manter no clima junino. afinal, festejar um mês só é bobagem pura! teremos algumas novidades especiais, como poções exclusivas para esse desafio e pontuações adicionais para quem participar durante todo o mês de julho. para participar, basta que você acompanhe as postagens nos stories que ocorrerão diariamente no Instagram do clube: @coletivodaretipatia. como funciona o Empório Coletivo? para coletivers apoiadores do clube das modalidades bookworm e bookaddicted, é possível realizar o resgate de mimos no nosso Empório Coletivo! como o nome indica, o Empório é uma espécie de lojinha virtual, mas que você não usa dinheiro para pagar e sim valorem. valorem é a moeda do universo coletivo e você consegue ganhá-lo também com as nossas Poções. por exemplo, ao ganhar uma Poção Tudo Verde com 50 níveis para sua Casa, você também recebe 50 valorem para gastar no Empório. quem é assinante bookworm ou bookaddicted pode consultar sua quantia de valorem disponível na sua conta da nossa sede digital. além disso, você pode conferir todas as regras de funcionamento e conhecer o estoque disponível na página do nosso Empório! esquenta de Halloween: cozybox! cozy box é uma caixinha especial produzida pela Grã-Rainha e que leva um momento aconchegante para você! as caixinhas são de venda exclusiva para membros do clube de qualquer modalidade e são de produção artesanal e vendidas sob encomenda. você pode conhecer mais sobre as caixinhas e o funcionamento do envio na lojinha do clube, a ex libris. por fim, mas não menos importante: ficou alguma dúvida sobre como fazer parte do clube do livro? se for o caso, você pode comentar aqui embaixo, mandar mensagem pelo formulário de contato ou prosear com a Grã-Rainha no direct do Instagram! a Grã-Rainha deseja as boas-vindas ao Universo Coletivo!
fio condutor | abril 2023
tudo em todas as bibliotecas da meia-noite ao mesmo tempo em março assisti a bastante coisa, mas o ponto alto foi, sem dúvidas, ver o queridinho do Oscar 2023: Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo. fui assistir sem grandes expectativas, sem saber bem do que se tratava e acabei me deparando com uma história bela, trágica, cômica e profunda. ainda que o filme fale sobre a existência de um multiverso com infinitas versões nossas vivendo suas vidas e escolhas concomitantemente, uma das maravilhas é que, em meio à tanto caos da ficção científica, o filme não poderia entregar uma história tão avassaladoramente real. tudo graças às personagens bem construídas, o enredo bem trabalhado e às interpretações que tiraram o Oscar – um pouquinho – da sua zona de conforto. o casal principal ganhou meu coração em todas as suas versões e a complexidade do multiverso, nessa história, me levou a entender que ela não é nada mais do que a própria complexidade que existe em cada um de nós. toda essa ideia de possibilidades e de vivermos nossas mil vidas e escolhas ao mesmo tempo, enquanto cada mínima decisão que tomamos na vida cria uma nova possibilidade surgida no multiverso, não poderia me levar a nada menos que uma das minhas leituras favoritas da vida: A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig. o livro foi leitura coletiva aberta do clube em dezembro de 2021 e conta a história de Nora Seed, que aos 35 anos se arrepende das escolhas que fez na vida e, depois de um amontoado de acontecimentos, decide tirar a própria vida. Nora então vai parar na Biblioteca da Meia-Noite, um lugar entre a vida e a morte que permite que ela conheça todas as vidas que ela poderia ter vivido. podemos pensar na Biblioteca como uma espécie de limbo ou até um devaneio temporário de Nora, mas também podemos vê-lo como uma porta para seu multiverso particular. o que esses multiversos particulares nos mostram, tanto em Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo, quanto em A Biblioteca da Meia-Noite, é a irresistível, tentadora e perigosa possibilidade do e se. e se eu tivesse escolhido outro curso, insistido mais naquale projeto, mudado de emprego, terminado aquele relacionamento antes, viajado daquela vez, feito essa tarefa antes, ligado ao invés de esperar que me ligassem? as possibilidades são infinitas, tal qual o próprio conceito do multiverso. logo, o que nos atormenta na ideia do e se são as muitas possibilidades perdidas, a ideia de viver mais, melhor, ser mais feliz, quando não sabemos ao certo aonde cada pequena escolha nos levará. o e se pode ser maravilhoso se olharmos adiante, como uma ideia de tentar e ver o que dá, o que alcançamos e se é um trajeto que desejamos experimentar. claro que em proporções equilibradas, porque não dá para viver no futuro sem construir e trabalhar no presente. mas o e se costuma ser também perigoso quando ele nos leva apenas a olhar para trás: dos erros aos acertos, das escolhas aos fatos que não controlamos. é tentador viajar nessas ideias porque elas parecem criar um caminho florido e perfumado que seguiu o que nós desejamos hoje, do passado, mas nem sempre o que desejávamos no ontem. o perigo real do e se é acreditar que sempre haverá uma versão nossa no multiverso que merece mais, trabalhou mais e criou exatamente o que essa versão nossa mais anseia. é fácil se esquecer que ela não sou eu, que ela não é você. que, por um milésimo de diferença, não somos a mesma. e nem sempre o que funciona para ela, a nossa versão do multiverso, vai funcionar para essa que te escreve. pode até ser um pouco egocêntrico ver as coisas dessa maneira, mas se pensarmos de um jeito mais Waymond Wang de viver a vida, o otimismo e a bondade são armas poderosas para enfrentar as adversidades do mundo em que vivemos, seja lá em qual multiverso estivermos. e, se tem uma ideia que podemos tirar do filme e do livro é exatamente essa, a de construir, mudar e aprimorar a nossa realidade e não viver apenas no e se. esse papo tem tudo a ver com a carta NOSTALGIA, que saiu no oráculo que tirei ontem e postei nos stories da @bibliotecadaretipatia e adoro como o universo às vezes no manda uma mensagem que se conecta ao nosso fluxo de pensamento atual (quem sabe não vieram de alguma parte do multiverso?). A cada segundo de cada dia a gente entra num novo universo. E a gente passa tanto tempo desejando que a vida fosse diferente, se comparando com outras pessoas e com outras versões de nós mesmos, quando, na verdade, a maioria das vidas contém um certo grau de coisas boas e um certo grau de coisas ruins. A Biblioteca da Meia-Noite séries recomendadas Anterior Próximo mês passado maratonei todos os filmes e séries da Marvel antes de assistir a Homem Formiga e a Vespa: Quantumania no cinema. para quem ainda não assistiu tudo desse universo megalomaníaco, trouxe minhas três favoritas: Loki sou fã descarada do personagem (e do ator) e adorei as viagens na maionese que o multiverso proporciona nessa história (e acho super relevante assistir antes de Quantumania, inclusive). Cavaleiro da Lua que surpresa maravilhosa essa série, é divertida na medida, enredo muito bom e amei demais o personagem principal. Mulher-Hulk preciso confessar que não dava nada por essa série, mas a protagonista me conquistou de um jeito sem igual! adoro como os temas atuais foram colocados em pauta, o tom cômico e a quebra da quarta parede. mini cozy box de arraial criei uma versão mini da cozy box com tema de arraial, para te entregar uma caixinha aconchegante e repleta de delícias que remetem à festa junina. as vendas vão até o dia 30/04! aniversário do coletivo abril é o mês de aniversário do Coletivo e, por isso, teremos nossa primeira sessão pipoca, mimos e desafios para você rechear
Villette & Charlotte Brontë
Charlotte Brontë já esteve conosco no Coletivo em 2021 com sua obra mais famosa: Jane Eyre. agora em março, nossa leitura pode não ter a mesma popularidade da história de Eyre, mas, além de ser o último romance publicado em vida, em 1853, Villette é hoje considerada a obra de maior maturidade de Charlotte, e aclamado pela crítica. Villette é um livro ainda mais maravilhoso do que Jane Eyre. Há algo de sobrenatural em seu poder. George Eliot
fio condutor | março 2023
a tecnologia matou a magia enquanto eu trabalhava nos ajustes desse novo site, assistia à uma animação e, ao mesmo tempo, pensava na volta da nossa newsletter. foi no meio disso tudo que deixei o tema que estava no rascunho de lado: algo mais interessante aparecera. a animação que estava assistindo era Dois Irmãos: uma jornada fantástica, lançada pela Disney em 2020, no comecinho da pandemia. talvez por isso a animação não tenha recebido o destaque merecido, mas acredito que essa é uma das histórias subestimadas da Disney. para quem não assistiu ou faz tempo que viu, Dois Irmãos se passa em mundo em que criaturas mágicas não dependem mais da magia para viver desde o advento da tecnologia. porém, os dois irmãos recebem um cajado mágico que promete reviver seu falecido pai por um dia, então é hora de confiar em práticas antigas. o problema é que a mágica dá errado e eles tem um corpo sem cabeça andando com eles. para resolver o problema, eles partem em uma jornada fantástica em busca de uma Gema da Fênix, para que possam completar o feitiço e ver seu pai antes que o tempo acabe. por mais que o foco da história seja na jornada entre irmãos, há um viés interessante nesse universo: a tecnologia extinguiu a necessidade do uso da magia. a ideia da animação é literal, fadas não usam mais as asas para voar, centauros usam seus carros para correr e uma mantícora administra uma taberna. e, ao mesmo tempo, também não é. o que me faz pensar que, de certa forma, não foi exatamente isso que aconteceu no nosso mundo? em diversos aspectos, é claro que o avanço da ciência e, em consequência, da tecnologia, levaram ao fim de doenças, melhorias de qualidade e expectativa de vida e tantas e tantas outras coisas. por outro, nós não aproveitamos apenas o lado positivo da tecnologia. sobrecarga mental, dependência, poluição, consumo exacerbado, aumento da desigualdade. e esses são apenas alguns aspectos. nesse processo, tanto positivo quanto negativo, questões relevantes sobre nossa relação com o mundo, as pessoas e com nós mesmos foram alteradas. e nem sempre de um jeito bom. por isso, a morte da magia também representa, em certos níveis, a perda de conexão com o natural. enquanto precisamos nos preocupar em passar menos tempo nas redes, com os efeitos da pandemia que são recalculados a todo o tempo, com pela deusa como assim mais uma rede social?, algoritmos e será que a inteligência artificial vai substituir tudo?, existe também uma busca por mais leveza no cotidiano, em ressignificar as coisas. é uma busca pelo que nossas ancestrais viveram e também por conexão. às vezes nem sabemos exatamente com o quê, mas é certo que sentimos a falta. com uma convicção que talvez seja exagerada, eu diria que é falta da magia. em ver beleza nos pequenos detalhes, apreciar o entardecer e perceber as folhas se amarelarem com a proximidade do outono. é falta de se deslumbrar com a luz da lua cheia e conversar consigo mesma. de um jeito ou de outro, essa também é a mensagem que encontramos em Dois Irmãos. quantas vezes nós focamos tanto em objetivos, resultados, tarefas, boletos, grandes sonhos e nos esquecemos da magia que o viver cotidiano pode nos proporcionar? eu sei que soa piegas e provavelmente você já ouviu algo parecido. mas a magia tem lá suas qualidades insubstituíveis, como permitir que vejamos menos o mundo como algo apartado de nós. desde que comecei minha jornada bruxesca, por assim dizer, percebi o quanto a magia é muito mais sobre ouvir nossa própria voz interior. ainda que, é claro, a ideia de usar pó de fada e dizer abracadabra sejam tentadoras. às vezes, o equilíbrio que buscamos está mais perto do que imaginamos: nos minutos silenciosos com o sol nascendo, com a chama da vela tremeluzindo, soprando canela todo dia primeiro ou recarregando nosso cristal à luz da lua. se eu puder desejar algo a você, nesse ano que, como dizem alguns, finalmente começou depois do Carnaval, desejo um punhado a mais de magia. novidades e aleatoriedades clique no ícone para ler ou acessar a página desejada, coletiver: playlist a playlist do mês é a minha cara, mas foi feita pelos algoritmos do Spotify, naquelas seções de ‘daily mix’. tem Taylor, Duffy, Miley e muita gente legal! a fantástica caixa literária está no ar primeira de 2023, planejada com muito amor e carinho, como vocês já sabem. o novo formato já está disponível na nossa lojinha! campeonato das casas o ranking do campeonato das Casas está on e você pode conferir sempre que quiser na página dedicada ao campeonato aqui da sede digital! empório para quem ainda não deu um rolê por lá, nosso empório está no ar para você resgatar mimos com os valorem que acumula com as poções que recebe aqui no clube! já conhece a GLit? se por acaso você ainda não me viu panfletar a GLit, a hora é a agora! essa é a minha newsletter para criadoras de conteúdo literário! sede digital revitalizada gostou da nossa sede digital repaginada? qualquer dúvida, sugestão ou problema para navegar, fale com a Grã-Rainha!
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