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fio condutor | fevereiro 2024

Imagem de destaque da Fio Condutor de fevereiro: Saudade de Ler, newsletter do Coletivo da Retipatia, mostra a ilustração de uma estante de livros de madeira feita em aquarela, com uma pessoa deitada na frente dela, lendo livros e com as pernas para cima.

Boas-vindas ao mês de fevereiro com a nossa newsletter, a Fio Condutor, bem acompanhada de livros, calendário do mês e uma saudade de ler. Pega o chá e vem comigo.

saudade de ler, mesmo enquanto lia

Sempre que penso no meu eu leitora ao longo da vida, tem dois pontos muito fáceis de perceber: é certo que sempre gostei de ler, mas também é certo que não li com frequência a maior parte da minha vida.

Sempre lia o que estava disponível, pegava um ou outro na biblioteca, pedia de vez em quando de presente e me aventurava pelas páginas. Mas era apenas isso, algo gostoso de fazer de vez em quando e não sei se chegava a um livro por mês.

Não era hábito.

Não era prioridade.

A definição do Google diz que hábito significa algo que é usual, costume, regra. Olhando por certo aspecto, acho que hábito também tem muito haver com prioridades. Aqui entram tanto aquelas que desejamos quanto a que nós precisamos ou que nos é incutida pela sociedade.

É hábito escovar os dentes ao me levantar, por exemplo, um hábito que veio dos da necessidade e da regra do costume, da higiene. Ainda assim, é prioridade na rotina. Não deixo para depois, ajo praticamente no automático (e imagino que a maior parte das pessoas também).

Por outro lado, ter a leitura como hábito não segue esse mesmo fluxo. Isso porque acredito que ela se relaciona muito mais com o fator prioridade e não necessidade (seja biológica ou do costume, porque ler pra mim e necessidade pra alma, que fique claro).

Talvez seja por isso a dificuldade de muitos em incluir novos hábitos em suas rotinas e vidas, porque às vezes não dá para dizer que sua necessidade de ler é básica, não num sentido literal como comer ou beber água.

Não quando a louça espera pra ser lavada, quando as crianças demandam atenção, o trabalho tem prazo para ser entregue, a vida urge e o tempo, escoa rápido pela ampulheta.

Por isso que, geralmente é difícil ver ou encaixar a leitura como uma prioridade, que envolve desde o nosso lugar de mulher que cresceu e viu a sociedade reafirmar de várias maneiras que seu conforto e desejos são secundários aos de todos os outros, até a realidade e a responsabilidade que bate na porta e que Millenialls como eu gostam de resumir sob a alcunha de boletos.

Assim, se a leitura não encontra prioridade (dentro do possível, claro), na nossa rotina, ela dificilmente se torna hábito. Afinal, a gente busca é torná-la parte da correria, porque faz bem, acolhe, aconchega, tira do prumo só para acertar a gente na última página e faz entender melhor o nosso lado de fora e o de dentro.

Essa ideia toda me veio à cabeça porque 2022 e 2023 foram anos em que li pouquíssimo, para os meus padrões de leitora da última década.

Para entender a diferença, nesses dois anos li cerca de 30 livros em cada um, nos anteriores a média ficava entre 80 e 100 livros.

O número de livros lidos caiu mais que pela metade, mas, trocando em miúdos, isso quer mesmo é dizer que eu fiquei muito menos tempo lendo, sabe!? Menos pausas, menos tempo de introspecção, menos me encontrar nas palavras dos outros que hora parecem escritas para mim, ora que foram escritas por mim.

Olhando pra trás, consigo traçar as questões que envolveram isso, quase uma grande resseca literária, mas, ao mesmo tempo, em um único mês, considerando janeiro deste ano, que consegui me envolver e me permitir mais momentos de leitura, vejo como isso me fazia falta antes.

Porque, por aqui, leitura é terapêutico e funciona muito como catarse em momentos complexos ou difíceis. E em anos os últimos, acredito que ceder mais espaço para ela teria sido ótimo para a alma e para a cabeça.

Do mesmo jeito, como já comentei antes, este espaço, o Coletivo, e você, coletiver, que chegou agora ou que está aqui há mais tempo, faz parte desse movimento de me manter em movimento literário (com redundância mesmo).

Meu muito obrigada por isso, porque, sem o Coletivo, a Renata leitora não estaria agora tão animada para um 2024. Um ano que pode até andar por linhas tortas, mas que com certeza tem todo o potencial para ser imerso em histórias maravilhosas. E muito bem acompanhadas, é claro, por você, coletiver.

Afinal, a comunidade e os laços que criamos foi, muitas vezes, a âncora que me manteve ali lendo, às vezes um capítulo por vez, às vezes, devorando um livro em um dia ou dois antes do debate.

E sempre me perguntando porque eu não havia lido antes, com mais tempo para apreciar e absorver a miríade de sentimentos daquela obra.

Era saudade de ler, mesmo enquanto eu lia.


nosso mês de fevereiro

Fevereiro disse oi, vai deixando a saudade de ler de lado e traz consigo o Carnaval (e a esperança de muitos de que, depois do feriado prolongado, o ano vai realmente começar).

Seja como for, por aqui você pode conferir tudo que vai rolar no Coletivo ao longo de Fevereiro, desde as leituras ao evento extra de Carnaval e outras coisinhas mais.

Não se preocupe em decorar, porque essas coisas também serão avisadas em suas respectivas datas nos nossos meios de comunicação: o melhores amigos do Instagram @retipatia e pelo grupo no Telegram.

Debate da Leitura de Janeiro

Capa do livro Norte e Sul, edição da Editora Wish.

Norte e Sul de Elizabeth Gilbert é nosso livro da leitura coletiva de janeiro e o bate-papo vai acontecer no dia 11 de fevereiro (bem no meio do Carnaval). O acesso a sala de bate-papo será enviado pelo Telegram para vocês, ok!

Leituras Coletivas de Fevereiro

Ousada é meu nome do meio e, depois da votação que fechamos em duas leituras, adicionei mais um dos mais votados na lista de fevereiro.

O dia de início oficial é 12 de fevereiro. Mas como de costume, você pode começar quando quiser e puder (e o livro que quiser também), e se programar para o bate-papo.

A data pré-agendada para o bate-papo deles é no dia 10 de março, então temos pelo menos um mês para percorrer as histórias.

Todos os livros que ganham leituras coletivas aqui na comunidade você encontra listados na página de Leituras Coletivas aqui da sede.

Além disso, você também os encontra listados na Amazon. Meu link por lá é comissionado, e fico muito agradecida se puder fazer suas comprar através dele.

Imagem de destaque da Fio Condutor de fevereiro: Saudade de Ler, newsletter do Coletivo da Retipatia, mostra a ilustração uma xícara sobre pires, em aquarela.

Ô abre alas: Bailinho de Carnaval Coletivo

Neste fevereiro teremos o Bailinho de Carnaval do Coletivo: um evento tranquilinho pra tomar chá (com gin, se você quiser), ler e papear. E claro, muitas poções para competir um pouco e mantermos a mente afiada.

Nosso Baile de Carnaval vai do dia 10 a 13 de fevereiro. Na próxima semana, vou avisar o que teremos ao longo desses dias, além do bate-papo de Nortel e Sul, que será no domingo dia 11.

Imagem de destaque da Fio Condutor de fevereiro: Saudade de Ler, newsletter do Coletivo da Retipatia, mostra a ilustração de uma máscara de Carnaval, em aquarela.

Desafio de Fevereiro: Baile de Carnaval no Castelo Coletivo

Nossa competição do Campeonato das Casas seguem a todo vapor agora em fevereiro, seguindo o tema do trimestre: Cozy Mistery.

Para deixar as coisas mais divertidas na investigação do mês, teremos um tema carnavalesco no meio. E para quem se desesperou achando o desafio de janeiro impossível de desvendar, não se preocupe, o de fevereiro será mais fácil.

Vamos manter o jogo de segunda a sexta-feira, postados pela manhã nos stories do melhores amigos do Instagram. E nos dias 10 a 13, teremos também o desafio extra (que provavelmente postarei de tarde).

That’s all, folks!

Obrigada por ler até o fim e me ajudar a matar a saudade de ler. Qualquer dúvida, fiquei à vontade para comentar por aqui, me mandar uma coruja ou escrever pelo Telegram ou direct do Instagram. É sempre um prazer falar com você, coletiver!

Foi o sorriso do alvorecer da primavera
Que fez meu peito fulgurar?
Era doce, mas nem o sol e nem o vento
Conseguiriam animar tanto meu espírito.

Seria este um sentimento aprazível,
Tão vago e indefinido?
Não, era um arrebatamento profundo e forte,
Expandindo na minha mente!

In Memory of a happy day in february | anne brontë

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