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Entrevista com Juliet Marillier sobre processo de escrita

Neste artigo você vai conferir a entrevista com a autora Juliet Marillier sobre processo de escrita com detalhes práticos de sua rotina de escrita.

Ninguém melhor do que os próprios autores para revelarem seus segredos para criarem histórias fantásticas e personagens apaixonantes, não é mesmo?

É exatamente por isso que a entrevista com Juliet Marillier sobre processo de escrita é uma preciosidade! Desde rotina, prazos e métodos próprios, ela fala ricamente sobre a construção da trama e do universo do livro.

Mas, quem é Juliet Marillier?

Para quem ainda não a conhece, Juliet Marillier é uma premiada autora de fantasias históricas que conquista o coração de leitores do mundo inteiro.

A escritora neozelandesa nasceu em 1948 em Dunedin, a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia. Juliet cresceu cercada pela cultura celta, que a fascinou desde criança e influenciou muito em sua escrita ao longo dos anos.

Pela Universidade de Otago, Juliet se gradou com bacharelado em música e línguas, e chegou a ser professora de ensino médio por muitos anos.

Além disso, ela já foi cantora de ópera e regente de coral, e é escritora em tempo integral, já há mais de vinte anos.

Mãe de quatro adultos e avó de nove, Juliet mora em Swan Valley, na Austrália e se mantém ocupada com seus cachorros, Rocky e Bramble. Além de se interromper facilmente por uma xícara de chá também, é claro.

Conhecida como uma autora de fantasias históricas, suas histórias combinam ficção histórica, folclore, romance e drama familiar.

Você pode conhecer mais da autora no seu site oficial (em inglês).

Livros de Juliet Marillier no Brasil

Sobre fundo florido, desfocado, a imagem mostra as capas dos livros A Dança da Floresta e O Segredo de Cybele, ilustrando a entrevista com Juliet Marillier sobre processo de escrita.

Aqui no Brasil não existem muitos títulos disponíveis da autora, especialmente com o fechamento da Butterfly Editora, que publicava a série Sevenwaters.

Porém, com a publicação de A Dança da Floresta pela Editora Wish, acredito que existam chances de mais livros da autora chegarem no Brasil.

Atualmente, você encontra os seguintes títulos publicados em português:

Entrevista com Juliet Marillier sobre processo de escrita

A entrevista original com Juliet Marillier sobre processo de escrita é em inglês, e a versão que você vê aqui é minha tradução para o português-br.

Nesse processo, acrescentei informações adicionais sobre os livros da autora que são citados por ela, mas que não têm publicação em português, para nortear as respostas.

De onde vêm as sementes dessas histórias épicas? Elas são todas baseadas em contos antigos?

JM: As sementes muitas vezes vêm da história real. Por exemplo, a história de Wolfskin* foi inspirada pelo meu interesse na história de Orkney e o que pode ter acontecido quando os primeiros colonos nórdicos (ou invasores), entraram em conflito com a população indígena Pictish.

Eu gosto de perguntas sem respostas: por que os Pictish desapareceram do norte da Grã-Bretanha tão rápido, depois de serem uma presença militar e política tão forte?

A base de The Bridei Chronicles* é uma história real. Eu estava fascinada pela história do jovem Bridei sendo preparadp para a realeza por um druida ou mago influente, com alguns paralelos da história de Arthur e Merlin.

Como eu amo mitos, lendas e folclore e tenho lido isso durante toda a vida, muitos dos motivos e temas de histórias tradicionais aparecem em meus livros quase que sem eu perceba.

Eu também ganho inspiração com o que eu vejo, ouço e experimento no meu dia a dia. Tem elementos nos livros de Bridei que se relacionam fortemente com o fato de que eu estava escrevendo nos primeiros dias da guerra do Iraque.

*Wolfskin é o primeiro livro da Saga of the Light Isles, e é seguido de Foxmask.

**The Bridei Chronicles é uma trilogia que conta com os seguintes títulos: The Dark Mirror, Blade of Fortiu e The Well of Shades.

Os desafios são sempre extremamente altos em suas histórias, seja para os personagens salvarem uma raça de pessoas, conquistar a paz ou alguma outra forma de combater o mal. O quão importantes são esses desafios extremos no gênero fantasia e por quê?

JM: Acho difícil generalizar sobre o gênero de fantasia, porque ele é hoje tão diverso, abrangendo tudo desde a fantasia urbana até o tradicional épico de mundo inventado e a comédia; abrangendo uma ampla gama de abordagens de escrita, da alta literatura ao descaradamente comercial.

Muitas histórias de fantasia abordam os temas arquétipos da mitologia, que envolvem os mais altos riscos. Derrotar o mal, salvar o mundo, ser feliz para sempre…

É tradicional que uma fantasia seja sobre a luta entre o bem e o mal, ainda que isso possa ser feito de mil maneiras diferentes e não precisa ser em uma história épica.

Os leitores tendem a esperar algum tipo de missão. De novo, isso não precisa envolver matar um dragão ou salvar a Terra Média, pode ser uma jornada individual e pessoal de iluminação.

Nos meus romances, mesmo que muitas vezes existam altos riscos em níveis políticos ou familiares, tento equilibrar isso com a jornada pessoal do meu protagonista.

Como leitora, eu gosto de estar envolvida nas lutas dos personagens para se tornarem mais sábios ou melhores, então é isso que temos de mais importante em minhas histórias. Isso me toca mais do que uma busca para salvar o mundo.

Qual é o seu processo de escrita e como ele se diferencia de livro para livro? Quanto tempo você trabalha em cada um de seus romances?

JM: Eu geralmente escrevo um romance por ano. Meus livros geralmente são longos e envolvem pesquisa substancial. Então, frequentemente estou fazendo pesquisa para um livro, enquanto estou escrevendo outro e editando um terceiro.

Eu trabalho a maioria dos dias durante o ano. Quando não estou escrevendo algo novo, estou fazendo as tarefas relacionadas, como leitura de pesquisa, atualizando meu site, respondendo cartas e e-mails, editando ou revisando, fazendo minhas contas, palestrando e dando workshops e assim em diante.

É difícil colocar um número para as horas que trabalho por dia, porque isso varia de acordo com o estágio do livro em que cheguei. E sou ótima para me interromper para fazer xícaras de chá, brincar com os cachorros, etc. Às vezes é tão pouco como duas horas, às vezes, até dez.

Eu diria que seria uma média de cinco a seis horas por dia. Isso não variou muito desde que eu escrevi meu primeiro romance, que demorou muito mais porque eu não tinha um prazo a cumprir e também porque eu trabalhava em tempo integral em outro emprego.

Planejamento

Eu sou uma planejadora. Eu pesquiso antes mesmo de escrever o esboço do livro, descobrindo sobre a história e a cultura do cenário que estou considerando, imergindo para que eu tenha uma boa noção sobre ele.

Depois eu escrevo um longo esboço para a história (que é em parte para o meu agente e editor e em parte para eu mesma, embora o livro finalizado muitas vezes se afaste desse esboço).

O próximo passo é detalhar esse esboço em um plano de capítulo, com a forma geral do livro mais ou menos conhecida antes de começar a escrever o primeiro capítulo. Depois começo no capítulo um e escrevo as cenas em ordem de sequência.

À medida que sigo em frente, eu refino o plano do capítulo para o restante do livro, então ele vai ficando mais e mais detalhado à medida que avanço no romance.

Quando estou nos últimos capítulos, alcançando o clímax, amarrando as pontas soltas, meu plano restante é muito detalhado.

Eu reviso enquanto sigo em frente, então quando eu estou escrevendo os primeiros rascunhos dos capítulos 19-20, os capítulos 1-10 podem estar no seu terceiro rascunho.

Ok, eu sou um pouco maníaca por controle! Mas isso não quer dizer que eu não esteja pronta para me desviar do plano. Às vezes os personagens assumem o controle e levam a narrativa para caminhos inesperados. Eu deixo isso acontecer quando acredito que isso fará a história melhor.

Às vezes eu tenho ideias brilhantes mais tarde na trama e as incorporo. Mas eu não faço muitas revisões – não sou uma escritora do tipo “dez rascunhos”.

Você se dá mini-prazos (por exemplo, devo ter os capítulos 1-3 escritos até 1º de julho)? Ou você segue em frente com um prazo final em mente?

JM: Geralmente eu progrido com o prazo final em mente. Se eu estou preocupada em terminar, às vezes divido o tempo restante em semanas ou quinzenas e coloco prazos para cada um, para garantir que eu entregue o livro a tempo.

Eu participo de um grupo de crítica, então isso me leva a estabelecer prazos também. Se todos combinamos em produzir um certo número de páginas para serem discutidas no próximo encontro, sentimos o dever se escrevê-las! Processos tão mundanos quanto esse podem levar à uma escrita realmente boa.

Quando você pensa em uma história pela primeira vez, quais são os elementos básicos que você precisa considerar primeiro? Para onde você vai a partir daí? (Você segue um projeto como a Jornada do Herói ou algum que você mesma criou?)

JM: Eu não sigo um projeto, então quando padrões arquétipos aparecem nas minhas histórias é por um processo subconsciente, criado por causa da minha familiaridade com a narrativa tradicional.

Eu faço muito da minha estrutura instintivamente, o que faz com que seja difícil definir o processo de forma coerente.

Há dois elementos que eu penso em conjunto, que são indivisíveis no processo de planejamento:

  1. A jornada pessoal do protagonista (ou protagonistas): qual é a sua forma, o que a pessoa aprende, quais desafios deve enfrentar, onde vai parar?
  2. A temática, política e parte histórica da história: a “grande” história: qual é a sua forma geral, como isso afeta a linha temporal da história, como ela pode ser entrelaçada com o ponto 1 para formar um todo satisfatório?

Ao escrever o esboço da história, considero onde os pontos dramáticos estarão, onde o clímax estará, e as conclusões tanto do 1 quanto do 2 para que o final seja satisfatório.

Idealmente, a conclusão da jornada pessoal e da temática da história vão se unir no final. Um elemento que acho muito desafiador é o início do livro – eu sou criticada às vezes por começos lentos nos meus livros. Eu fiz um esforço consciente para melhorar isso!

Pode ser especialmente difícil em uma série épica como The Bridei Chronicles, onde há bastante histórias anteriores que precisam ser incluídas para os leitores que talvez não tenham lido os livros anteriores.

Posso ter temas específicos que quero trabalhar na história, então eu vou considerar como quero fazer isso. Por exemplo, em Wolfskin, há o tema de juramentos versus consciência pessoal. Foxmask tem algo a dizer sobre fé e algo também sobre liderança e identidade.

O que você leva em consideração ao tecer histórias em conjunto?

JM: Eu tento não ter um pedaço disso seguido por um pedaço daquilo; eu tento incluir paralelos sutis e contrastes entre as várias histórias.

Foi com certeza uma tarefa mais complexa escrever um livro como Blade of Fortriu, com seus vários conjuntos de personagens e cenários contrastantes, do que meu primeiro romance, Filha da Floresta*, que tinha um único ponto de vista em primeira pessoa. Claro, primeira pessoa tem seus próprios conjuntos de desafios.

Com várias histórias, cada uma delas precisa se manter fresca e memorável para que o leitor fique contente em voltar a ela quando chega a hora.

Idealmente, o leitor estaria aguardando a próxima parcela de cada uma das histórias. Cliffhangers são bons para isso, embora possam ser usados em excesso, como em O Código Da Vinci!

Manter algum tipo de link entre os tópicos separados ajuda, mesmo que seja apenas uma forma de fazer com que o personagem A reflita um pouco sobre o personagem Z, que partiu para outro lugar cinco capítulos atrás.

Se o leitor puder perceber que os fios vão eventualmente se unir na mesma tapeçaria, isso ajudará que ele encontre um caminho compreensível.

* Primeiro livro da saga Sevenwaters.

Uma das coisas que eu gosto no seu trabalho é que você não se esquiva em abordar temas obscuros; na verdade, a escuridão nas suas histórias acrescenta ao realismo. Quando você senta a primeira vez para escrever, você faz uma escolha consciente em deixar as portas abertas, mesmo que elas levem a estupro, mutilação ou assassinato de um irmão?

JM: Eu espero nunca usar violência gratuita. Os períodos e culturas os quais eu escrevo viram muita violência e dificuldades na vida cotidiana, e é realista que as histórias reflitam isso – mortes em batalhas, mortes no parto, assaltos e acidentes desagradáveis.

Eu deixo a maioria das portas abertas, mas existem alguns limites definidos para o que eu incluiria, e limites definidos para o que eu mostro de forma gráfica. Se os temas sombrios me ajudam a contar melhor a história, que assim seja.

Você acha que essas escolhas deixam a história mais atraente tanto para o leitor quanto para o escritor? Como você lida com essas cenas e essas escolhas?

Ler sobre seres humanos enfrentando dificuldades e escolhas extremas é atraente. Sem revelar nenhum plot ou segredos, eu devo dizer que em Blade of Fortriu a história do passado do protagonista masculino, Faolan, inclui um momento de escolha terrível, e embora os detalhes sejam sombriamente góticos, a situação dele é baseada em uma história real.

Gosto de abrir uma janela para o comportamento humano, para mostrar fraqueza e força, para examinar como indivíduos, quando desafiados, ou se tornam mais resilientes e sábios ou desmoronam sob pressão.

Esse foi uma das minhas maiores motivações para transformar o conto de fadas de Os Seis Cisnes em um romance completo com Filha da Floresta. Eu queria ver como cada irmão de Sorcha lidaria com a experiência de se transformar em um animal e perder três anos de suas vidas. Alguns lidam bem com isso, outros desmoronam em variados graus.

Algumas cenas são dolorosamente difíceis de escrever e permanecem difíceis de ler depois.

Um personagem que eu realmente amava morre em Blade of Fortriu. Eu sei que a cena da morte está bem escrita, mas eu acho doloroso revisitá-la. Mesmo eu sabendo que matar o personagem era a escolha certa para a história, eu lutei uma batalha comigo mesma por causa disso.

A cena de estupro em Filha da Floresta foi angustiante de escrever. Eu imagino que todos os escritores acham desafiador quando precisam fazer coisas cruéis com personagens amados.

Quanta pesquisa você investe para suas histórias e em que estágio da elaboração de uma história você conduz a pesquisa?

JM: Eu faço muita pesquisa e eu começo bem antes de começar a escrever o livro. Eu estou construindo uma boa biblioteca de livros de referência e uso a internet para me indicar fontes valiosas de informação. (A internet não é confiável como fonte direta de informação, mas vale seu peso em ouro por acelerar o processo de encontrar as ferramentas de referências corretas).

Quando possível, eu viajo para os locais em que planejo os livros, para que eu possa aprender sobre os ambientes físicos e a cultura.

Eu tento ficar lá por um tempo, tirando fotos dos lugares, falando com locais, visitando museus culturais e etnográficos, refazendo as viagens dos personagens e assim em diante.

Esse ano eu visitei a Turquia para coletar informações para o pano de fundo de O Segredo de Cybele, um romance para jovens adultos que se passa na época otomana.

Voltei para casa cheia de materiais de referência que eu nunca teria encontrado sem ir até lá. Uma grande vantagem de ter vários livros impressos é que agora posso me dar ao luxo de viajar.

Você mencionou O Segredo de Cybele. Você pode nos contar mais sobre ele e sua história irmã, A Dança da Floresta, incluindo como esses contos diferem das suas outras histórias? E você se importaria de compartilhar algumas das ideias que você teve quando esteva na Turquia para criar a história de forma mais vívida?

JM: A Dança da Floresta e O Segredo de Cybele são os primeiros livros que escrevi especialmente para leitores jovens adultos.

Os leitores me dizem que A Dança da Floresta, que já foi publicado na Austrália, é uma ótima leitura para adultos também! Eu pretendia que essas fossem crossovers.

As locações são muito diferentes da cultura celta dos meus livros anteriores. A Dança da Floresta é vagamente baseado em um conto de fadas, As Doze Princesas Dançarinas, e também tem um pouco de Príncipe Sapo.

Ele se passa em um antigo castelo na Transivâlnia. Eu tive um momento ótimo com o folclore romeno, incluindo vampiros com outro nome, mas é essencialmente uma história sobre irmãs, lealdade familiar e crescer.

O Segredo de Cybele leva uma das irmãs a uma viagem mercante à Turquia otomana em busca de um raro artefato. Durante minha viagem à Turquia, além de visitar mesquitas, igrejas e museus, eu estava fascinada em observar o caldeirão de culturas que o país ainda é. (Nos tempos otomanos, Istanbul era um grande centro comercial onde o leste se encontrava com o oeste).

Tive muitos insights observando a religião islâmica e seus costumes associados, como o uso do lenõ na cabeça, que era desaprovado até recentemente neste país secularizado muçulmano, mas agora está voltando, especialmente entre mulheres mais jovens.

Encontrei uma ótima livraria em Istambul, a Galeri Kayseri, que é especializada em livros sobre a Turquia em inglês. Depois de passar horas na sala de leitura do andar de cima, bebendo chá turco enquanto a equipe me trazia títulos interessantes, eu voltei para casa com material de pesquisa suficiente para vários romances.

Por que escolher misturar o mundo real com fantasia quando você pode criar mundos totalmente a partir da sua imaginação? Quais são as vantagens e desvantagens dessa abordagem?

JM: Eu amo história e cultura reais e não tenho um forte desejo pessoal de ir além disso para obter uma grande inspiração para uma história.

No que toca à fantasia, os elementos mágicos nos meus livros são baseados nas crenças prováveis das pessoas de sua época e cultura.

Por exemplo, a devoção a Thor pelo culto guerreiro em Wolfskin; as superstições sobre tritões e selkies (comum a muitos habitantes da ilha), em Foxmask; a aceitação de divindades da terra e do céu pela raça Pictish na série Bridei; e a crença em um outro mundo habitado por vários povos das fadas, que aparece tanto na minha cultura irlandesa quanto na Picta.

Vantagens

Existe uma estrutura existente para se construir, que é crível porque é real. Os elementos sobrenaturais se encaixam efetivamente porque são firmemente baseados na mesma cultura e identidade nacional.

A parte mítica e dos contos de fadas da história toca as pessoas de descendência celta (ou nórdica, dependendo do livro).

Desvantagens

Um tipo diferente de trabalho a fazer – embora não seja necessário inventar um mundo do zero, tem muita pesquisa necessária para manter os detalhes tão autênticos quanto possível, desde a variedade das línguas que se falam na época (pode o personagem A realmente se comunicar com o personagem B?), até o funcionamento da igreja e do estado em diferentes culturas, para as caracteristicas geográficas, para quem era rei e quem era bispo no ano de 850.

As partes fictícias, inventadas, precisam se misturar convincentemente com as partes históricas. Fazer do cenário uma história imaginada significa que algumas direções não serão possíveis na história, porque o que acontece precisa ao menos ser possível dentro daquele fato histórico conhecido, a não ser que esteja escrevendo uma história alternativa.

Blade of Fortriu e The Weel of Shdes incluem informações sobre St. Columba e sua jornada pelo Great Glen até a corte do Rei Bridei.

Eu tive que ler relatos históricos do que aconteceu (completos, com detalhes de milagres realizados no caminho) e tomar decisões sobre como colocar isso no livro, o que deixar de fora, o que alterar.

Porque, é claro, relatos históricos nem sempre são uma representação acurada dos fatos.


Quer conhecer mais sobre Juliet Marillier e seu processo de escrita?

Para além do papo com Juliet Marillier sobre processo de escrita, você pode conhecer mais nessas duas entrevistas:

Entrevista sobre A Dança da Floresta | Entrevista sobre O Segredo de Cybele

Finalmente, a entrevista com Juliet Marillier sobre processo de escrita é original do Writer Unboxed, que autorizou a tradução e publicação no Coletivo da Retipatia.

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